Por Flavia Almeida
O último dia de festival no pavilhão foi gratificante para profissionais de cinema interessados na expansão do market share no Brasil - atualmente a 7ª economia do mundo. Figuras do setor audiovisual como o diretor da Filme B, Paulo Sérgio Almeida, o CEO da RioFilme, Sérgio Sá Leitão, e a cineasta, Rosane Svartman, estiveram presentes no seminário desta terça-feira, 18, e debateram as possibilidades de crescimento do mercado audiovisual no país.
Paulo Sérgio foi o primeiro a se manifestar no painel. Ele ressaltou que é preciso analisar como o mercado tem se comportado atualmente para saber o que nos espera no futuro. “Vamos parar de comparar os anos de Lula ao de Getúlio Vargas. O cinema está crescendo como produto sustentável, mas o nosso market share é de altos e baixos, em torno de 10%” – disse. E completou: “Não podemos deixar o sucesso apenas concentrado nos filmes de violência urbana, religião e comédia. Temos que pensar em todos os tipos de público, inclusive o infantil e o juvenil, e organizar uma grade de programação que favoreça a elevação do market share”.
Rosane foi a moderadora da mesa e deu continuidade à fala de Paulo sobre como atingir todos os públicos. “Desenvolvi a websérie “Desenrola” para estimular o público jovem a ir ao cinema. Este foi o primeiro projeto brasileiro a ser produzido a partir da integração de plataformas mistas e da interatividade com o público jovem, desde a pré-produção até o lançamento” – explicou.
Sérgio Sá finalizou o painel ao afirmar que temos diversos mecanismos de fomento do Estado e que, por isso, o Brasil está entre os países que mais investem em recursos audiovisuais. “É preciso haver disputa comercial saudável, com regras de mercado. O fomento é o principal agente regulatório” – encerrou.
