Cobertura do RioMarket via blog

O RioMarket, segmento de negócios do Festival do Rio, contou com uma programação intensa de debates, workshops e rodadas de negócios do dia 25 de setembro ao 6 de outubro. Entre os destaques da programação deste ano, Patrick Washberger, da Summit Entertainment; Sara Pollack, do Youtube; Carlos Saldanha, diretor de A Era do Gelo 2 e 3; Chris Newman, vencedor de 3 Oscars por melhor som; Vanessa Morrison, presidente da Fox Animation; Joe Peixoto, da Real D; dentre outros.

Este ano, o RioMarket teve uma cobertura por blog, twitter, flickr e facebook sobre tudo que aconteceu no Pavilhão referente às suas atividades. Caso tenha perdido alguma apresentação ou queira lembrar o que foi debatido, veja em seguida o resumo de cada dia e os links para os posts produzidos. (mais…)

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Parcerias e promoções

O Blog do RioMarket em seu primeiro ano contou com importantes parcerias e apoios para sua divulgação e prêmios para seus leitores. Através do blog ou do twitter, muitos “usuários” tiveram a oportunidade de conferir de perto a programação oferecida pelos seminários do Festival do Rio sendo contemplados com bolsas para o evento.

O BNDES, patrocinador do RioMarket, contemplou 15 estudantes com bolsas para o RioSeminars. Também foram oferecidas bolsas para os diversos workshops como de Som Direto, Roteiro e Animação. (mais…)

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O impacto da crise econômica internacional no cinema

A crise,  que começou com o mercado imobiliário americano, reverberou no mundo todo, atingindo também a produção audiovisual de vários países. O capital em circulação se torna menor e obras cinematográficas carecem de financiamento. Para falar um pouco mais sobre o assunto, Marcelo Goyanes comanda um painel sobre o impacto da  crise econômica internacional no cinema. Compondo a mesa, Steve Solot, presidente da Rio Film Comission; o advogado  Al Staehely e Robert Fyvolent, da Newmarket films.
Steve Solot abre o seminário com dados sobre os principais afetados tanto no mercado americano, quanto no mercado brasileiro de audiovisual. Para ele, os filmes independentes americanos foram os que mais sofreram, já que os custos de produção e campanha publicitária subiram muito, inviabilizando tais obras. Várias produtoras independentes e subdivisões de grandes estúdios ou fecharam suas portas ou foram relocadas nas respectivas matrizes.
Steve comenta sobre a intervenção dos Estados americanos, que passaram a injetar capital através de incentivos fiscais e fundos. Começou uma verdadeira competição entre eles, para ver quem ficava com mais produções. Steve cita o caso de Nova York como o campeão de investimentos, totalizando 275 milhões em 2007.
No Brasil, o Rio Film Comission é um esforço semelhante ao feito pelos Estados americanos. A cidade investe em pacotes de atração para obras estrangeiras capazes de promover a cidade dentro e fora do país.
Robert Fyvolent afirma que hoje, nos EUA, a Newmarket é uma das ultimas produtoras realmente independentes. Ele cita declaração de um executivo da Fox , que brincando, disse que em meio a crise “os produtores independentes se tornaram produtores dependentes”, já que eles atuam com criatividade mesmo com pouco capital  em circulação. Robert lamenta essa queda na produção independente, uma das únicas alternativas ao padrão dos grandes estúdios, presos numa fórmula de sucesso desgastada.
Al Staehely diz que possível solução para diminuir os custos de produção seria o encontro entre independentes de todo o mundo fazendo acordos bilaterais de distribuição, ganhando espaço nos seus respectivos territórios.Lembra as novas mídias para distribuição de independentes, e o caso de sucesso de “Distrito 9”, que começou como um curta e hoje é um grande sucesso nas bilheterias americanas.

A crise,  que começou com o mercado imobiliário americano, reverberou no mundo todo, atingindo também a produção audiovisual de vários países. O capital em circulação se torna menor e obras cinematográficas carecem de financiamento. Para falar um pouco mais sobre o assunto, Marcelo Goyanes comanda um painel sobre o impacto da  crise econômica internacional no cinema. Compondo a mesa, Steve Solot, presidente da Rio Film Comission; o advogado  Al Staehely e Robert Fyvolent, da Newmarket Films.

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Workshop de Roteiro com Marc Norman

Como se fazer um roteiro? Criar uma história com dramaticidade e ação, através, principalmente, de diálogos e imagens. Como mostrar o que um personagem está pensando sem de fato dizê-lo? Para responder essas e outras perguntas o roteirista Marc Norman, ganhador do Oscar por Shakespeare Apaixonado, apresenta um workshop de dois dias no RioMarket.

Palestras Rio Seminars 070

Um dos fatores que mais preocupa os jovens escritores é a famosa “inspiração”.Para romper com o mito, Norman lembra que o dia a dia de um escritor é muito menos pautado nesse aspecto do que se imagina. Um dos grandes impasses de um roteirista ocorre “quando você deve escrever não por inspiração”, e a ausência da própria  não deve jamais interferir no seu ritmo de trabalho. Ele tranqüiliza os participantes “ “desinspirados”,  dizendo que todo mundo que teve uma adolescência tem algo para contar.
Norman segue falando de“Shakespeare Apaixonado”, seu projeto de maior sucesso e ganhador do Oscar.Uma idéia que partiu de um dos filhos dele e que foi considerada pelo próprio Norman como de “impossível execução”. Depois de muitos anos tentando achar a voz, a inspiração, ele procurou em Shakespeare não o mito, mas sim o jovem escritor que estava começando a carreira no teatro elizabethiano. A partir de algo em comum com o personagem, o roteiro foi progredindo, o que não impediu a obra de passar por grandes percalços. Desistência de Julia Roberts, a atriz que faria o papel e uma surpreendente campanha para o Oscar, no qual competiram com um blockbuster de Steven Spielberg são só alguns dos muitos desafios enfrentados.
“Um filme é a história de alguém que quer muito alguma coisa e não consegue. Esse desejo pode ser explícito ou subentendido ou até tão profundo que nem o próprio personagem tenha conhecimento.”, afirma Norman.Ele ressalta que para se escrever um bom roteiro você tem que habitar o seu personagem, suas motivações e vontades, viver suas angústias. Só assim os espectadores criaam algum laço real com a história.
Antes de passar para a dinâmica de grupo, Norman fala das dificuldades da carreira de escritor, cheia de altos e baixos.” Escritores possuem uma alta taxa de fracassos. Você tem que aprender a lidar com isso”, diz o experiente roteirista.
Na dinâmica ,Norman propõe o desafio de  escrever um mini- roteiro  a partir de um incidente em comum.Finais diferentes para o primeiro e segundo atos, além de um fim propriamente dito para o filme. Cinco grupos

Como transformar uma boa história em roteiro? Como saber que uma história pode se tornar um bom roteiro? Como mostrar o que um personagem está pensando sem de fato dizê-lo? Como criar um roteiro criativo? Como transformar histórias em bons diálogos e imagens? Para responder essas e outras perguntas, o roteirista Marc Norman, ganhador do Oscar por Shakespeare Apaixonado, apresentou um workshop de dois dias no RioMarket. (mais…)

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A tecnologia Real D

Qualquer representação gráfica de um objeto apresenta-se com duas dimensões – 2D – que são altura e largura. Mas, com o auxílio de óculos especiais que fundem determinados pontos da figura, ou da computação gráfica entre outros recursos, pode-se fazer com que a imagem dê a impressão de apresentar, também, profundidade, o que dá maior semelhança com o objeto representado. Eis que surge a terceira dimensão, o 3D, uma nova forma de se ver cinema que,  uma vez experimentada, fica difícil voltar atrás. Para falar um pouco mais sobre essa “revolução”, Joe Peixoto Presidente da RealD, a líder de mercado na tecnologia 3D.

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Tributação na Cadeia Cinematográfica

Numa mesa moderada pelo advogado Marcelo Goyanes, representantes de cada um dos setores da indústria – produção, distribuição e exibição – discutiram o panorama tributário no Brasil e a chamada Tri-tributação da indústria cinematográfica, onde cada um dos agentes paga impostos de forma independente. (mais…)

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Modelo Brasileiro de Incentivo Fiscal & Reforma da Lei Rouanet (IAEL)

O projeto de Reforma da Lei Rouanet e o modelo d incentivo fiscal no Brasil são o tema do ciclo de palestras da IAEL, no RioMarket. Compondo a mesa, Silvia Gandelman, advogada com atuação sempre ativa nas discussões sobre direito autoral; o Diretor da Ancine, Mario Diamante; e o moderador Marcelo Goyanes.
Silvia começa falando um pouco da história mundial de apoio e fomento a cultura, vindo desde a época dos mecenas até a época das revoluções na Europa. Silvia identifica duas correntes principais de pensamento cm relação a cultura: uma, com governos assumindo a atividade artística em nome do povo; e outra , a sociedade civil, com antiquários, por exemplo. Lembra que a herança brasileira é a portuguesa e nós aqui temos a dificuldade de aliar o povo à produção cultural, pensando sempre em preservar guardando ao invés de exibindo. Silvia fala ainda que foi só com a lei Sarney, de 86, que o governo brasileiro passou a agir diretamente.
Mario Diamante fez uma apresentação falando dos vários mecanismos de incentivo, evidenciando mais o Funcine e os Fundos Setoriais. Fala do market share das produções nacionais aquém do desejado, mais entre os 20 maiores do mundo; da produção cada vez maior, através dos artigos adequados, de séries para TV de qualidade como Filhos Do Carnaval. Mario Diamante fala ainda que os fundos ampliaram o escopo de investimento , trazendo também a pessoa física para a jogada e cita “Divã” como um ótimo exemplo dos resultados obtidos.
Quanto á reforma da lei Rouanet, Silvia Gandelman fala que as reclamações eram que ela só beneficiava produções da região sudeste e não cobria assuntos de interesse regional ou manifestações culturais que fossem além do eixo Rio-São Paulo. Apesar de achar ela mesma que essas reclamações são distorções via estatística, Silvia diz que a reforma está em debate público e apresenta alguns problemas. Em linhas gerais a reforma abre o fundo nacional de cultura em diversos fundos setoriais; possui uma estrutura mais ágil pautada na gradação da participação do patrocinador; recria o Ficarte, fundo de cultura da lei Rouanet que nunca foi para frente; e atribui ao Estado controle maior do sobre as obras e decisões no projeto. Dentre os problemas: substituir totalmente  a lei Sarney, o que não funcionaria já que para começar seu próprio funcionamento levaria uns três anos, e seria estranho ter um prazo de duração de apenas cinco. Por isso a proposta como uma Reforma, para se beneficiar da longevidade; e o polêmico artigo 49, que aparentemente determina que depois de um período de três anos, o Estado pode dispor dos bens para fins educacionais e não onerosos, numa medida que vai contra a Constituição, que prevê que apenas o autor pode ceder direitos e garante o direito de propriedade. Para Silvia, esse artigo é problemático e deve ser revisto urgentemente.

O projeto de Reforma da Lei Rouanet e o modelo de incentivo fiscal no Brasil são o tema do ciclo de palestras da IAEL no RioMarket. Compondo a mesa, Silvia Gandelman, advogada com atuação sempre ativa nas discussões sobre direito autoral; o Diretor da Ancine, Mario Diamante; e o moderador Marcelo Goyanes.

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Exibição: A Necessidade de crescimento do Mercado Brasileiro

O debate sobre o mercado brasileiro de exibição contou com a presença de Jorge Peregrino, Presidente do Sindicato dos Distribuidores; Nelson Krumholz, Diretor e um dos fundadores do Grupo Estação e de Mario Diamante, Diretor da Ancine.
Jorge Peregrino apresentou dados sobre o mercado nos dez últimos anos. Diz que o mercado brasileiro tem uma base de produção boa verba e financiamento, mas sem ter ainda um mercado de distribuição que o acompanhe. Entre diversos dados, apresentou um crescimento do Box Office de 189 milhões em 1999 para 403 milhões em 2008.
Mario Diamante fez uma apresentação sobre o parque exibidor de cinema no Brasil com uma perspectiva histórica. Mostrando um quadro diagnóstico do mercado de exibição brasileiro, começou dizendo que em 1970, o cinema era entretenimento de massa, custava pouco e era um dos principais lazeres da população. Com a inflação da década de 80, aconteceu uma queda no serviço de exibição, que teve também uma diminuição de investimentos como em muitos setores da economia. Em 1990, com o plano real teria ajudado a uma retomada do crescimento, mas tendo que se adaptar a um novo modelo de exibição que estava surgindo: as salas multiplex. Este novo modelo gerou uma concorrência por um serviço de alta qualidade e corrida por ofertas de melhores serviços.
Segundo Diamante, se o mercado de exibição tivesse acompanhado os números de 1975, com 3276 salas e 275 milhões de bilhetes vendidos, o retrato atual do segmento seria outro. A esta retração, foram apresentados diversos aspectos, entre eles a urbanização acelerada e mais evidente que seria a mudança tecnológica e no hábito do consumo, que agora teria como concorrente do cinema, a TV Paga, videocassete, DVD, internet, dentre outros.
Nelson Krumholz começou dizendo que há 25 anos atrás, o filme “Dona Flor” teve 10 ou 12 milhões de espectadores e que atualmente para ser considerado um sucesso, o filme não precisa passar muito de 1 milhão. Mas estes dados referem-se somente ao público, pois em lucro, os ganhos continuam o mesmo. O que mudou foi o perfil do consumidor e o poder aquisitivo do público de cinema.
Para Nelson, a relação do público com o cinema mudou. Citou com o exemplo o filme “A Gruta”, apresentando no Festival do Rio deste ano, que tinha como proposta ser interativo. Cada pessoa recebeu um controle remoto, por onde optava o caminho que gostaria que o filme seguisse e por uma votação geral, a estória teve um resultado e andamento totalmente composto pelo total de pessoas presentes na sala. Sucesso total de público com salas lotadas.
O público em potencial do cinema é jovem, tem menos de 30 anos e não quer mais saber de não poder decidir, editar, opiniar, usar e remasterizar as informações que recebe. Como disse Nadia Rebouças no Seminário “Cinema que Mídia é essa” no dia 2,  deve-se pensar não mais em um público consumidor, mas em um interlocutor. “As pessoas não querem mais assistir nada e sim fazer parte das coisas”, afirma Nádia Rebouças.

Palestras Rio Seminars 017
O debate sobre o mercado brasileiro de exibição teve como foco a apresentação do histórico dos últimos 10 anos e possibilidades de novos rumos para seu crescimento. O seminário contou com a presença de Jorge Peregrino, Presidente do Sindicato dos Distribuidores; Nelson Krumholz, Diretor e um dos fundadores do Grupo Estação e de Mario Diamante, Diretor da Ancine. (mais…)

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Prévia da Programação do dia 5/10

Nesta segunda-feira dia 5 de outubro, o RioSeminars apresenta em sua programação temas da maior relevância na área do direito do entretenimento. Contando com mesas que fomentam o debate acerca do Modelo Brasileiro de Incentivo Fiscal, Reforma da Lei Rouanet, Product Placement, Tributação na Cadeia Cinematográfica e o Impacto da Crise mundial no Cinema, o RioMarket conta com importantes profissionais do setor como Mario Diamante, da Ancine, Rodrigo Saturnino, da Sony/Disney e César Silva, da Paramount. A programação conta também com um seminário acerca do mercado de exibição e um Workshop de Roteiro com Marc Norman, de Shakespeare Apaixonado. (mais…)

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O entusiasmo em 3D

workshop 3D

O workshop de produção e pós-produção em 3D contou com a presença de Suzana Cabanas Urdánoz, responsável pela pós-produção na D4D, empresa espanhola especializada no assunto; Salvador Puig, diretor comercial da mesma empresa; e Vlade Lisboa, da Assimilate, desenvolvedora do software Scratch de edição e correção de cor  para 3D. (mais…)

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